quinta-feira, dezembro 29, 2005

CLUBE DO PICADINHO 2054 - CAPÍTULO FINAL

Os dois Márcios estavam lá.
Aí, os loucos explicavam que o corpo dele havia sido congelado, e que uma técnica de ressurreição criada pelos japoneses havia dado certo com ele. (Quanta bobagem!!!)

Então, os dois Márcios ficavam conversando enquanto os loucos botavam o papo em dia com os Picadinhos. Todos dizendo que estavam com saudades, lembram de encontros anteriores, aquela coisa toda.

Mas os loucos interrompem a conversa pra contar a outra surpresa. (e acabar de vez com esse roteiro insano).

Contam que inventaram uma máquina que vai mudar a história. Explicam que criaram um aparelho que, se acionado, fará com que o Universo pare de se expandir e comece a encolher. Que os pólos da Terra sejam invertidos e que o Planeta comece a girar ao contrário. E que, a partir daquele momento, o tempo começasse a correr para trás.

Como assim? - alguém pergunta

Simples. O tempo começará a correr para trás na mesma velocidade que corria para frente. Todas as coisas que fizemos, que vimos, pela qual passamos, serão repetidas sem que possamos fazer nada diferente - explicou um dos loucos.

Então, daqui a 10 anos, em 2044, veremos o PT voltar ao poder.

Em 15 anos, em 2039, o Darlan e a Lyara vão comemorar um ano incrível, com o Corinthians campeão interplanetário, o nascimento do primeiro neto, o aniversário de 25 anos da compra daquele triplex na Av. Atlântica..... Lembra que eles encheram os três andares de luzinhas coloridas no Natal, em homenagem aos donos anteriores?...

Daqui a 20 anos, o Gurgel e a Helena vão vender a Olho de Gato Corp. de novo para a AOL Time Warner e se dedicar apenas a fazer comida. E só para os amigos.

Daqui a 30 anos, o Gurgel vai ser campeão mundial de surfe masters.

Daqui a 40 anos, em 2014, o Márcio vai casar. E vai mudar para Nova Iorque, membro da Academia.....

Daqui a 49 anos, a gente vai se encontrar de novo para aquele maravilhoso feriado de setembro de 2005. Alguém pode esquecer aquilo?

Daqui a 50 anos, o Márcio vai fazer aquele discurso emocionante no casamento da Lyara e do Darlan.

Daqui a 60 anos, a gente vai ficar gritando “Toma uma atitude, Anderson Gurgel!”, vai fazer muita festa em Bauru, vai tomar porre na Duque de Caxias, se encontrar no Rekebra....

Daqui a 62 anos, eu vou voltar a fazer sonoplastia pra uma peça de teatro em que um dos atores era o Anderson Gurgel.

E daqui a oito décadas, mais ou menos, (sete para a Lyara) todos nós estaremos morrendo, de volta aos úteros de nossas mães - , explicaram os loucos.

Todo mundo ficou boquiaberto.
Os loucos pegaram a maquininha.
Apertaram o botão vermelho.

Um grande estrondo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Apertaram o botão vermelho.
Os loucos pegaram a maquininha.
Todo mundo ficou boquiaberto.

E daqui a oito décadas, mais ou menos, todos nós estaremos morrendo, de volta ao útero de nossas mães - explicaram os loucos...

etc..................
etc.................
etc................

FIM

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Deixando de lado essa bobagem em três episódios, um ótimo 2006 pra todo mundo. Que a gente consiga se ver mais, se divertir mais, celebrar mais, chorar mais, comer mais, dormir mais (essa última é só pra mim)...

De um 2005 que pra mim foi meio estranho, se eu tivesse que guardar uma só lembrança, guardaria aqueles dias do início de setembro com vcs... Que a gente repita aquilo várias e várias vezes!

Beijos a todos!

quarta-feira, dezembro 28, 2005



Meu caros,

Não sei em quantos me desdobraei no futuro. Nem tão pouco sei se haverá futuro. A vida é muito incerta, incerta como o dia da ida...
Creio cada vez mais, contudo, com o "tempo que tudo constrói", que um homem é feliz quando pode prrencher os dedos de uma mão e nomear cada um dizendo: são meus verdadeiros amigos. Tive sorte: vocês ocupam minha mão inteira e um dedo da outra.
Abaixo segue a canção que mais me tocou o coração neste final de ano. É ela que quero levá-la como força motriz em 2006. Espero vocês lá!
Tomei a liberdade de acrescentar um "s" á frente da estrofe título... se todos fossem iguais a vocêS....

E.. posso ser muito, posso até ser clonado no futuro, mas desse Márcio múltiplo e fugidio juro pelo que mais importa na vida que vocês foram quem mais chegaram perto de minha essência. Aliás, muitas e muitas vezes foram e continuam sendo vocês que mais me ajudam a saber de fato quem realmente sou !!!

Um ano iluminado!


(Tom Jobim - Vinícius de Moraes
Vinícius)

Vai tua vida, teu caminho é de
paz e amor
A tua vida é uma linda canção de amor
Abre os teus braços e
canta a última esperança

A esperança divina de amar
em paz


Se todos fossem
iguais a vocêS



Que maravilha viver
Uma canção pelo ar,
uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar, a sorrir, a cantar, a
pedir

A beleza da amar como
o sol, como a flor, como a luz

Amar sem mentir , nem sofrer

Existiria verdade,
verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você

terça-feira, dezembro 27, 2005

CLUBE DO PICADINHO 2054 – 2º. CAPÍTULO

Se o Márcio já reclamou que o primeiro capítulo estava sem gancho, fico imaginando o que ele vai falar quando ler o segundo. Principalmente porque eu não lembro direito como eu tinha resolvido essa questão de ele ser filho da Helena. Vou tentar....

Aliás, como o texto ficou mal escrito e gerou polêmica sobre quais seriam os pais, deixo para o próprio personagem decidir (aqui, o final, você decide!)

Ah... E antes que eu esqueça.... Já teve gente (Darlan) reclamando que eu falei pouco sobre o futuro dele. Calma, calma!!! No roteiro original, tudo era mais explicadinho. Mas, mesmo no original, eu não quis fazer aquela coisa glamour-profissional que o Márcio fez no roteiro dele.

Nada de ministro da Cultura, gente ganhando Oscar, etc... etc... No "meu" futuro, os Picadinhos estarão unidos. E felizes. É o que importa. (tá ok, bem mais ricos, trabalhando bem menos e se divertindo mais). E todos estarão inteirinhos como agora, mantidos como trintões (Já não está de bom tamanho?). Enfim, ao segundo capítulo:


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- Márcio, você é meu filho, disse Helena (ou Lyara), encerrando o primeiro episódio.

Ele ficava sem entender nada.

Ela e os outros picadinhos começavam a explicar. Na verdade, o Márcio original morreu (desculpa aí, Márcio!). E morreu antes da tal invenção do fim da morte. Aí Helena e Anderson (ou Lyara e Darlan), de tão saudosos que ficaram, resolveram ter um filho!!!! E as novas tecnologias (isso sempre salva na hora de escrever bobagem no roteiro) possibilitavam que você pudesse escolher exatamente como queria o filho.

Não é que os dois (Helena e Anderson ou Márcio e Lyara) quiseram um filho igualzinho ao Márcio? Pra completar, implantaram nele toda a memória recolhida do Márcio anterior, fazendo com que ele fosse praticamente o Márcio original (de vez em quando a memória dava uns problemas, como vimos no primeiro capítulo, mas, em geral, funcionava muito bem).

Aí, todo mundo lembrava que os loucos estavam chegando. Tentavam inutimente desligar as máquinas, mas poucos minutos depois, aparecia o sinal do teletransporte mostrando que três pessoas estavam chegando. Eram André, Edson e Winck (que , se eu não me engano, também estava no Sanatório Califórnia, acho).

_ Estava com saudade dos seus bolos verdes, Helena ­_ dizia Édson (na época da confecção do roteiro, a Helena tinha feito um bolo verde maravilhoso).

Aí, os loucos começavam a falar que tinham trazido dois presentes. O primeiro, era uma máquina que ia mudar a história da humanidade. Mas que o segundo seria mais divertido. E decidiram começar pelo segundo. Ligaram o teletransporte e, em segundos, aparecia ele!

- Não acredito – diz Darlan.

- Ele está vivo? - pergunta Anderson.

Márcio desmaia.

E no teletransporte aparece:

Márcio! (gosto tanto dele que botei dois Márcios na minha história!!!!)

E o segundo capítulo terminava assim. Com um Márcio olhando para o outro Márcio, os Picadinhos chocados e os três loucos babando pelo canto da boca.

Quinta-feira eu vou postar o capítulo final.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Clube do Picadinho 2054 (sim, ele existe) - 1o. CAPÍTULO

Na verdade, é mentira.

Não existe mais.

Mas foi escrito por completo, sete ou oito páginas de word, com começo, meio e fim.

Mas acabou sumindo em uma das formatações que tive de fazer no computador e eu perdi o original. Mas na época em que eu escrevi minha “obra” (final de 2004, acho), não publiquei por não ter gostado do final. Era pessimista demais.

Alguém lembra daquela frase que deixei de recado no nosso encontro de setembro? Do “Tempo constrói tudo”? Tem a ver com isso....

Mas vamos à história. Era uma série em três capítulos. Vou ter de fazer um esforço pra lembrar de muita coisa...

A história começa (?) em 2054. Helena e Anderson largaram o jornalismo e se dedicam a cuidar de uma cadeia de restaurantes de comida brasileira. Estão morando em Marte, colonizado pelos chineses, que haviam dominado o mundo alguns anos antes (e resolveram fazer uma colônia no planeta vermelho). Gurgel vivia reclamando de morar naquela imensidão vermelha e Helena só era saudosista do tempo em que o cinema americano dominava o universo, e não o chinês (o roteiro tinha umas piadas. Não sei se vou lembrar direito delas).

Anderson e Helena estão se preparando para mais uma reunião de final do ano do Clube do Picadinho. Aguardam Márcio, Lyara e Darlan, que chegam pelo teletransporte. Todos se abraçam, Anderson reclama para Lyara que não agüenta mais ver reprise de Escrava Isaura na Globo Marte. Ela responde que não tem jeito, que os chineses adoravam ver aquilo...

Alguém pergunta sobre Edson e André. Darlan conta que os dois continuavam em um hospício onde antes era a Califórnia. André enlouqueceu de tanto ver “Harry e Sally”, Edson traumatizado com a terceira vez que sua irmã queimou seus gibis. Alguns suspiros de “Que pena o que aconteceu com eles...” e Darlan diz que na última visita que fez aos dois, Édson tinha contado a ele que estava fazendo uma criação que mudaria a história do universo. “Coitados... enlouqueceram de vez, comentam”.

Márcio (que no roteiro original tinha 90% das falas tiradas de citações de algum filósofo/escritor e seguia solteiro) diz que não se lembra muito bem de algumas coisas de André e Edson. Rola um certo constrangimento na sala e Helena logo fala em trazer comida para mudar de assunto.

Na mesa, eles começam a falar do passado, relembrando o tempo em que as pessoas ainda morriam (os chineses haviam criado uma técnica para acabar com a morte. Todos, a partir de 2020, viraram imortais e bem conservados, com cara de quarentões, se tanto).

A comilança segue agradável como sempre quando a tevê se liga sozinha para um plantão do Jornal Nacional. O apresentador avisa que a Polícia Interplanetária está em pânico, a procura de dois loucos, André Amaral e Edson Gushiken, acompanhados por uma terceira pessoa, que escaparam do Manicômio Califórnia. Eles teriam em mãos uma arma perigosíssima. E havia a suspeita de que eles estariam indo para Marte.

Os picadinhos se olham: “Meu Deus! Eles estão vindo para cá”

Lyara puxa Helena para um canto e lembra que André e Edson estão com uma terceira pessoa. Helena pergunta se Lyara acha que poderia ser “ele”. Lyara tem certeza que sim e diz que é melhor ela contar toda a verdade. Ela resolve contar, discute com Anderson, que acha melhor esperar um pouco, mas acaba convencido. Ela conta:

- Márcio, você é meu filho!

Acho que o primeiro episódio terminava assim.

(p.s. – Não é por acaso que a minha carreira de roteirista durou pouco)

sábado, dezembro 24, 2005

FINALMENTE....

Alguém lembra do "Clube do Picadinho 2054"?
Vai sair nas próximas horas...
Por enquanto, relembrem o trailer que eu tinha publicado há quase um ano e meio (nem o Guilherme Fontes com o Chatô demorou tanto pra concluir um filme)...

http://clubedopicadinho.blogspot.com/2004_06_01_clubedopicadinho_archive.html

terça-feira, dezembro 13, 2005

Vinicius

Imagino que já tenham assistido. Se não, corram logo para o cinema. Uma ode à felicidade e à amizade. Vendo o filme e lendo esta crônica do Tutty Vasques lembrei da gente...

Chega de saudade
Tutty Vasques

Vinicius, o documentário de Miguel Faria Jr., é programa imperdível para quem, aporrinhado pelo noticiário, já não lembra direito como pode ser gostoso viver e, melhor ainda, conviver. Uma dúzia de amigos em torno de um copo, um papo, uma piada, um cantinho, um fogão, a música, um flerte... Simples assim! Não dá para entender por que o carioca foi deixando de se freqüentar – eu pelo menos tenho uma penca de amigos do peito dos quais não faço idéia de como seja a sala da casa. É esquisito! A gente se vê no trabalho, no bar, no restaurante, no play do amiguinho do filho, na estátua do Zózimo, no Arpoador, na Lapa, no Baixo, no Jardim Botânico, nunca em casa a troco de nada, como fazia Vinicius com Tom, Chico, Baden, João, Dorival, Toquinho e tantos outros parceiros das múltiplas vidas artísticas do poeta. Alegar que não dá mais pra cultivar safra igual de amigos, francamente... Será que é preciso um time de gênios para armar um convescote doméstico, caramba?

O conceito de "casa aberta" – como eram as tantas de Vinicius – ganha no filme o testemunho emocionado de Edu Lobo, sócio atleta desse clube para onde uns levavam uísque, outros cerveja, todos fumavam. Não há espectador de meia-idade que nessa hora não fique tocado pelos próprios encontros de turma que guarda na lembrança junto com um Rio que também já não existe. Blablablá! Chega de saudade, a realidade é que o carioca não se freqüenta mais porque, porque... Por quê? Sei lá por quê! Alguma explicação deve haver para a classe média, que morre de medo da violência nas ruas, não parar um minuto em casa para receber amigos em total segurança. Pode ser que o calor e a beleza da cidade empurrem a população para as ruas, mas Ipanema não era menos convidativa lá fora na época de Vinicius. Saí do cinema Leblon pensando em como era mais simples a vida na época em que as pessoas inteligentes tinham tempo para não fazer nada.

Já o citei em outros artigos, mas não resisto aqui a reproduzir o depoimento do artista plástico baiano Calazans Neto no CD duplo Vinicius 90 Anos. Diz lá o pintor sobre a convivência com o poeta em Itapuã (carregue nas tintas do sotaque, por favor):

– Todas as manhãs nós conversávamos até o fim do dia. Conversávamos sobre o quê? Sobre a coisa que a vida tem de boa, coisas amenas. Não queríamos mudar nada, queríamos aceitar a vida como ela era: gostosa, morna, engraçada. Então nossas conversas eram sobre como a gente podia viver um dia em Itapuã. Era do nascer do sol ao morrer do sol às vezes sem fazer absolutamente nada. Chega um tempo em que você descobre que o bom é não fazer nada. No dia em que você consegue – como nós, eu e Vinicius conseguíamos – ver o dia passar conversando amenidades da manhã atéééééé o sol se pôr é quando você realmente está tranqüilo, quando você não é neurótico.

Cada um com seu prazer. O meu volta e meia é reunir uns dez amigos em casa para o almoço de sábado. Eu mesmo cuido da comida; o vinho e uma eventual troca de CD são responsabilidade de todos. Falamos muita bobagem a tarde toda. A receita tem nos convidados seus principais ingredientes. Melhor que nem todos se conheçam ou façam a mesma coisa na vida. O bom humor, este sim é indispensável e preponderante. Faço um esforço danado para que o almoço fique mais gostoso que engraçado, mas temo quase sempre perder essa guerra, muitas vezes, modéstia à parte, até por culpa de minha própria gaiatice. Não importa quem vença, rolam ali cinco, seis horas do mais intenso prazer pela simples razão da convivência. Qualquer história banal que se conte no sabadão do cafofo parece mais inteligente e divertida que grande parte do noticiário nacional.

A vida, definitivamente, não tem nada a ver com essas coisas que a gente lê nos jornais. O Brasil, como se sabe, virou uma imensa notícia enguiçada – deixa ele pra lá. Bobo!

Mora na filosofia: minha vida de cozinheiro amador tem me mobilizado muito mais que o futuro político de José Dirceu, por exemplo. E já que toquei no assunto quero aqui protestar contra a mixórdia do mercado carioca de iguarias finas. Como pode o Lula falar em maior acesso da população aos bens de consumo se tenho de ir a São Paulo para comprar um bom mix de pimenta-do-reino? Não espalha, mas gasto num supermercado dos Jardins toda hora livre para compras entre uma e outra reunião de trabalho do lado de lá da ponte aérea. Corro para a Casa Santa Luzia, uma espécie de meca da gastronomia paulistana, e encho a mala de cafés, temperos, azeites, chás, ervas, não sei se devo dizer tudo o que levo na viagem de volta para casa. Digamos que saio pela Alameda Lorena carregado e, ali pela região da Oscar Freire e Bela Cintra, sinto-me em casa como alguém da família Mazzaropi vindo de tão longe para fazer supermercado, pobrezinho.

Estou pensando agora em reunir amigos para uma excursão à Santa Luzia. Vinicius toparia na hora se lhe narrasse a grandiosidade do estoque de bebidas importadas do lugar. Qualquer programa – mesmo os de índio como esse – fica muito mais divertido quando reunimos a tribo. Experimenta só!

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Aqui a lista da Fifa, tirada do site oficial. para que nao paire mais questionamentos.
e ponto final.
anderson

FIFA Club World Championship
We are the champions


During its 44 year history, 25 clubs have lifted the Toyota Cup or Intercontinental Cup. Learn more about these clubs in depth on FIFA.com.
Kazuhiro NOGI
AFP

(FIFA.com) 01 Dec 2005

Remember the Di Stefano-Puskas double act that swept aside Penarol in front of 120,000 screaming fans at the Santiago Bernabeu in 1960 or Pele's devastating hat-trick two years later in Lisbon as Santos defeated Eusebio's Benfica? What about how Zico's precision passing tore to ribbons Liverpool's lauded defence in freezing Tokyo in 1981 or how, in 2000, Riquelme heated up Real Madrid's players by taking it upon himself to shield the ball and Boca's lead?

The Intercontinental and Toyota Cups have provided some classic moments in the history of the game. FIFA.com has dug deep into the archives to retell the tale of those action-packed nights when the pride of Europe and South America was at stake. Bringing match summaries and line-ups, profiling the stars of the show and their coaches, detailing each team's history and unveiling lost pictures, we feature the 25 clubs that have been named world champions.

From Ajax to Velez Sarsfield and Uruguay to Serbia, the crown has flown to many corners and has been shared almost equally among the game's two titanic continents over the tournament's 44 years. Of the 11 different nations to have won it, Argentinian clubs have claimed the most titles, nine, with Boca Juniors, AC Milan, Real Madrid, Penarol and Nacional all securing three triumphs.

Italian forwards, Alen Boksic (left) and Alessandro Del Piero (right) hold aloft the Intercontinental Cup after beating River Plate of Argentina 1-0 in the Toyota European/South American Cup in Tokyo, 26 November 1996.
Italian forwards, Alen Boksic (left) and Alessandro Del Piero (right) hold aloft the Intercontinental Cup after beating River Plate of Argentina 1-0 in the Toyota European/South American Cup in Tokyo, 26 November 1996.
(AFP)

But its competitiveness has never been in doubt. With the score South America 14-12 Europe, there has always been much to play for despite a change of name, format and venue in 1980. From a two-leg, home-and-away final, the Intercontinental Cup moved to Japan 25 years ago and became the Toyota Cup, featuring an annual one-match confrontation between the champions of UEFA and Conmebol.

After Corinthians won the FIFA Club World Championship Brazil 2000, the champions from FIFA's six confederations will play the FIFA Club World Championship TOYOTA Cup Japan 2005 from 11-18 December. They are Deportivo Saprissa (Costa Rica, CONCACAF), Liverpool (England, UEFA), Sydney FC (Australia, OFC), Sao Paulo (Brazil, Conmebol), Al Ittihad (Saudi Arabia, AFC) and Al Ahly (Egypt, CAF).

Europe will be hoping to level up the scores against South America but in a tournament that has thrown up as many surprises as great performances in the past, there might well be a new continent to profile and a collection of different shaped stars moving into the spotlight.



Past winners

AC Milan (Intercontinental Cup 1969, Toyota Cup 1989, 1990)
Ajax Amsterdam (Intercontinental Cup 1972, Toyota Cup 1995)
Atletico Madrid (Intercontinental Cup 1974)
Bayern Munich (Intercontinental Cup 1976, 2001)
Boca Juniors (Intercontinental Cup 1977, Toyota Cup 2000, 2003)
Borussia Dortmund (Toyota Cup 1997)
Corinthians (FIFA Club World Championship 2000)
Estudiantes (Intercontinental Cup 1968)
Feyenoord (Intercontinental Cup 1970)
Flamengo (Toyota Cup 1981)
Gremio (Toyota Cup 1983)
Independiente (Intercontinental Cup 1973, Toyota Cup 1984)
Internazionale (Intercontinental Cup 1964, 1965)
Juventus (Toyota Cup 1985, 1996)
Manchester United (Toyota Cup 1999)
Nacional (Intercontinental Cup 1971, Toyota Cup 1980, 1988)
Olimpia (Intercontinental Cup 1979)
Penarol (Intercontinental Cup 1961, 1966, Toyota Cup 1982)
Porto (Toyota Cup 1987, 2004)
Racing Club (Intercontinental Cup 1967)
Real Madrid (Intercontinental Cup 1960, Toyota Cup 1998, 2002)
Red Star Belgrade (Toyota Cup 1994)
River Plate (Toyota Cup 1986)
Santos (Intercontinental Cup 1962, 1963)
Sao Paulo (Toyota Cup 1992, 1993)
Velez Sarsfield (Toyota Cup 1994)