sábado, janeiro 31, 2004

Perdido na tradução

ontem assisti um dos filmes recentes que estava com mais vontade de ver, o novo da Sofia Copolla. gostei bastante. ri bastante também. o meu maior incomodo foi uma pontinha de desconforto ao longo do filme. sei lá, um quê de americanocentrismo, de tudo o que nao é americano é exotico ou ainda 'como esse povo nao se comunica comigo em ingles?'... o incomodo mesmo veio de sentir que isso nao era uma critica do filme, era a estrutura discursiva por tras da narrativa... me parece um arquivo secreto que tem na minha cabeça onde dormem filmes como Telma e Louise e Beleza Americana. Bacanas na embalagem, mas como recheios um pouco indigestos. Para mim, são os filme Leni Reifensthal modernos, very dangerous, men! very dangerous... sei lá, talvez nao tenha traduzido bem...

hoje vi Adeus, Lenin. Pastiche total. como obra, para mim, é somente mediano. de cara, já deixo claro que nao gosto e não pego bem com essa coisa de 'alienação é legal' que rola neste filme, rolou no terrível A vida é bela e até no melhorzinho dos três Kamtchaca (será que escrevi direito?).... tirando isso, ainda sobra alguma coisa, mas é a colagem que de já falei... citações explícitas ao 2001, ao Laranja Mecanica, ao La Douce Vita. Deste ultimo filme tem uma das cenas boas do filme: a do Lenin sobre a cidade, uma interessante releitura do filme do Fellini - e, para mim, onde o Adeus, Lenin poderia ter acabado - e a do encontro do filho com o pai. Interessante: as duas têm em comum a opção pela verdade num filme em que tudo é mentira e alguns constrangimentos - principalmente o desfecho dado para a farsa com um astronauta posando de presidente... Bye bye filme!

continuo a minha maratona no fim de semana...

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