quinta-feira, agosto 19, 2004

O Rio de Janeiro continua lindo

Peço desculpas aos cariocas legítimos (Paulinha e amigos) e aos naturalizados (Darlan e Lyara) por não ter falado das maravilhas da sua cidade. Agora só vou falar da parte boa da ida (não dá pra chamar de viagem só dois dias) ao Rio, essa cidade que tem uma magia que faz tudo parecer mais legal. O relato a seguir é proibido para diabéticos.

Entre tantas coisas boas, não falei do Cristo Redentor, que mesmo tão tarde da noite, nos recebeu de braços abertos - era possível vê-lo de todos os lugares aonde íamos -, do mar agitado, que providenciou um pequeno show de grandes ondas quebrando contra as pedras, espirrando a água pra cima, como se chafarizes fossem.

Do apartamento da Paulinha, na Gávea, de onde era possível ver a Lagoa Rodrigo de Freitas. Do churrasco na Barra da Tijuca, que foi da melhor qualidade, com churrasqueiro profissional e ajudandes e tudo o mais. Da pinga do Oswaldo, de coco e maracujá, do meladinho de morango e de laranja, que era vidro e a Priscilla quebrou. Dos novos amigos cariocas, todos gente boa, que são felizes porque vivem numa cidade em comunhão com a natureza, do mirante do Parque Dois Irmãos, que o povo chama de sétimo céu, por causa das sete curvas que a gente sobe até chegar lá. Da cara de criança birrenta da Carol, querendo subir o Corcovado, mesmo encoberto pelas nuvens, apenas para abraçar o pé do Cristo.

Do almoço com vista pro mar de Copacabana, mesmo com vento na cara, no velho restaurante Alcazar, que serve a maior casquinha de siri do mundo desde 1930.

São Paulo é com certeza mais violenta que o Rio, mas por estas bandas, os bandidos são mais low profile, não querem dominar as avenidas. Eles querem dominar mesmo os confins dos subúrbios, longe dos holofotes da imprensa. No Rio, sempre tem o bandido super star da semana, quando não é o abusado é o Fernandinho Beira-Mar e antes deles teve o Escadinha. Provavelmente isso acontece porque no Rio, os morros e os bairros nobres convivem todos os dias e noites. Deste lado, o único exemplo semelhante é o bairro do Morumbi, eu acho.

A única certeza que tenho é que sou paulista paulistano, mas eu amo o Rio de Janeiro.


Este post é dedicado à grande anfitriã Paula Janer.

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