terça-feira, agosto 03, 2004

Lacuna Inc.

Ah, como eu queria apagar da minha cabeça certas coisas... Traumas infantis, traumas adolescentes, traumas adultescentes. Se alguém souber de uma empresa que faça o serviço, eu vou agora. O problema é que muitos desses traumas estão ligados a pessoas que ainda fazem parte da minha vida. E agora? Apago essas pessoas também?

Nem pensar. Conviver com os fantasmas é uma parte (bem grande) da nossa existência. Vc está comendo um lanche e de repente vem aquela imagem de uma grande besteira que vc fez há 5 anos atrás estragar o seu humor. Não tem jeito.

Mas a premissa do roteiro do fantástico Charlie Kaufman para Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças é sensacional. Não existe um ser humano que não queira deletar algo da sua pobre e atormentada cabecinha. O que acaba colocando esse filme na trilha de Homem-Aranha, retratando as angústias nossas de cada dia.

O filme é de montagem "muderna", nada linear, com uma fotografia chapada já conhecida de Quero ser John Malkovich. Não é um programa dos mais digeríveis e a galera do "cinemão no domingão à tarde no Bristol" não entendia como eu e Anderson podíamos rir tanto. A coisa toda incomoda, e muito.

Um filme muito bom. E um JIm Carrey cada vez mais sensacional. Sou muito fã desse homem, principalmente nos papéis sérios. E a Kata Winslet, que atriz é aquela? Linda, linda, nem parece que um dia pagou o mico de Titanic.

PS: André Amaral, vc não é mais o John Cusak em ALta Fidelidade pra mim. Vc é o Jim Carrey nesse filme. Espero que vc encontre uma Clementine qualquer dia desses.

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