segunda-feira, setembro 19, 2005

No mar estava escrita uma amizade

Caros, fiquei devendo uma mensagem neste blog sobre tudo o que representou a viagem sobre a viagem que foram aqueles dias (já saudosos), com todos no Rio. Travei e não consegui escrever. Um de nós, mais maldoso, poderia até dizer que voltei a ter as terríveis e paulistanas dores de dente - seria até uma desculpa. Mas não há desculpa. A verdade é que é muito mais difícil escrever sobre coisas boas, pessoas boas e lugares bons.

Por tudo isso, deixo o meu recado com uma auto e pública-correção. Quando jovem, escrevi:

Amo muito os meus amigos

e os carrego comigo às noites de lua.
Não os levo à chuva:

amigos não são feitos
pra molhar.

Hoje, discordo de mim mesmo, já que não me conheço. E permito me criticar, me corregir:

Amo muito os meus amigos
e os carrego comigo

ao sol e à noite de luar.

Se antes não os levava
à chuva,
agora, juntos, nos secamos
nos mar.

Na falta de uma foto que sintetize o que sinto, deixo a mais onisciente de todas, uma que talvez só Deus tivesse e que nos permitiu imitar... perdidos em um mar de prédios, nos encontramos à beira da casa de Iemanjá...

Onde estamos nós que, entre tantos, nos encontramos em tão poucos?


(essa o Criador guarda para se gabar do seu próprio feito)


(Deus de binóculo: será que ele riu quando o Darlan quebrou o lustre?)

Quem somos nós que, do sertão das nossas vidas, criamos uma amizade tão profunda e azul como o mais imponente mar?

Sinceros agradecimentos a todos,
Anderson

PS: Permitam-me discordar de Drummond, se eu fosse uma marciano, desceria no Arpoador e não no Leblon...




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