segunda-feira, dezembro 26, 2005

Clube do Picadinho 2054 (sim, ele existe) - 1o. CAPÍTULO

Na verdade, é mentira.

Não existe mais.

Mas foi escrito por completo, sete ou oito páginas de word, com começo, meio e fim.

Mas acabou sumindo em uma das formatações que tive de fazer no computador e eu perdi o original. Mas na época em que eu escrevi minha “obra” (final de 2004, acho), não publiquei por não ter gostado do final. Era pessimista demais.

Alguém lembra daquela frase que deixei de recado no nosso encontro de setembro? Do “Tempo constrói tudo”? Tem a ver com isso....

Mas vamos à história. Era uma série em três capítulos. Vou ter de fazer um esforço pra lembrar de muita coisa...

A história começa (?) em 2054. Helena e Anderson largaram o jornalismo e se dedicam a cuidar de uma cadeia de restaurantes de comida brasileira. Estão morando em Marte, colonizado pelos chineses, que haviam dominado o mundo alguns anos antes (e resolveram fazer uma colônia no planeta vermelho). Gurgel vivia reclamando de morar naquela imensidão vermelha e Helena só era saudosista do tempo em que o cinema americano dominava o universo, e não o chinês (o roteiro tinha umas piadas. Não sei se vou lembrar direito delas).

Anderson e Helena estão se preparando para mais uma reunião de final do ano do Clube do Picadinho. Aguardam Márcio, Lyara e Darlan, que chegam pelo teletransporte. Todos se abraçam, Anderson reclama para Lyara que não agüenta mais ver reprise de Escrava Isaura na Globo Marte. Ela responde que não tem jeito, que os chineses adoravam ver aquilo...

Alguém pergunta sobre Edson e André. Darlan conta que os dois continuavam em um hospício onde antes era a Califórnia. André enlouqueceu de tanto ver “Harry e Sally”, Edson traumatizado com a terceira vez que sua irmã queimou seus gibis. Alguns suspiros de “Que pena o que aconteceu com eles...” e Darlan diz que na última visita que fez aos dois, Édson tinha contado a ele que estava fazendo uma criação que mudaria a história do universo. “Coitados... enlouqueceram de vez, comentam”.

Márcio (que no roteiro original tinha 90% das falas tiradas de citações de algum filósofo/escritor e seguia solteiro) diz que não se lembra muito bem de algumas coisas de André e Edson. Rola um certo constrangimento na sala e Helena logo fala em trazer comida para mudar de assunto.

Na mesa, eles começam a falar do passado, relembrando o tempo em que as pessoas ainda morriam (os chineses haviam criado uma técnica para acabar com a morte. Todos, a partir de 2020, viraram imortais e bem conservados, com cara de quarentões, se tanto).

A comilança segue agradável como sempre quando a tevê se liga sozinha para um plantão do Jornal Nacional. O apresentador avisa que a Polícia Interplanetária está em pânico, a procura de dois loucos, André Amaral e Edson Gushiken, acompanhados por uma terceira pessoa, que escaparam do Manicômio Califórnia. Eles teriam em mãos uma arma perigosíssima. E havia a suspeita de que eles estariam indo para Marte.

Os picadinhos se olham: “Meu Deus! Eles estão vindo para cá”

Lyara puxa Helena para um canto e lembra que André e Edson estão com uma terceira pessoa. Helena pergunta se Lyara acha que poderia ser “ele”. Lyara tem certeza que sim e diz que é melhor ela contar toda a verdade. Ela resolve contar, discute com Anderson, que acha melhor esperar um pouco, mas acaba convencido. Ela conta:

- Márcio, você é meu filho!

Acho que o primeiro episódio terminava assim.

(p.s. – Não é por acaso que a minha carreira de roteirista durou pouco)

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