segunda-feira, agosto 22, 2005

CONVERSA PICADINHA 2

Cemitério de Congonhas, há duas semanas, velório da minha tia.
Naquele momento em que as pessoas começam a falar: "Quando for a minha vez...."

MINHA MÃE: Eu quero velório curto. Nada de muito tempo. Enterro discreto.
EU: Eu também. E com música, de preferência.
MINHA MÃE: Só faço uma exigência. Quando eu morrer, não quero ser enterrada de roupa de manga curta!!!
EU: Pq, mãe? Alguma superstição?
MINHA MÃE: Não. É que é feio camiseta curta. E eu quero ir para o céu arrumadinha...
EU: Ah, tá...
(Alguns segundos depois...)
MINHA MÃE: Você, pelo que eu conheço, vai querer ser enterrado de bermuda e camiseta!
EU (pensando): Será que minha mãe pensa que eu ainda tenho 14 anos?...

p.s. - Tava escrevendo e lembrei daquele poema do Mário de Sá Carneiro ("Quando eu morrer batam em latas/ rompam aos saltos e pinotes...). Poema que me fez conhecer um dos picadinhos da turma... Eu já falei pra ele contar essa história aqui, mas ele nunca conta...

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